sábado, 30 de novembro de 2013

Existiu o ano zero? & A profecia das setenta semanas

EXISTIU O ANO ZERO?
&
A PROFECIA DAS SETENTA SEMANAS
DE DANIEL 9:20-27
(Por: Marcos Cesar)

Você já se perguntou o porquê que a contagem dos anos antes de Cristo (a.C.) é decrescente?
Exemplo: A Babilônia governou do ano 605 a.C. a 539 a.C.
Este período do exemplo dado está decrescente? Aparentemente sim. Mas na verdade estes anos não estão diminuindo. Eles estão aumentando.
Vou explicar melhor: Toda vez que você vir a sigla a.C (antes de Cristo), lembre-se que ela está substituindo o sinal negativo (-), assim como a sigla d.C (depois de Cristo) está substituindo o sinal positivo (+).
Para quem estuda matemática, esta é (ou será) uma linguagem bem familiar. E provavelmente, você já deve ter visto estes sinais em uma reta numérica. Vamos rever uma reta numérica (apenas o eixo de x) para entendermos melhor.


Analisando esta reta numérica percebe-se que os números aumentam, isto é, crescem da esquerda para a direita (è).
Exemplo A: ... + 1, + 2, +3 ... (Eles podem aparecer sem o sinal positivo [+]).
Exemplo B: ... -6, -5, -4 ... (O sinal negativo (-) é obrigatório).
E nota-se, também, que os números diminuem (decrescem) da direita para a esquerda (ç).
Exemplo A: ... + 8, + 7, +6 ... (Eles podem aparecer sem o sinal positivo [+]).
Exemplo B: -1, -2, -3 ... (O sinal negativo (-) é obrigatório).

Olhando para a reta fica fácil de entender o a.C (-) e o d.C. (+). É justamente por isso que os anos antes de Cristo são contados (aparentemente) de forma decrescente. Só que eles estão é aumentando.
Analise os anos, na reta numérica abaixo, como acabamos de vir nos exemplos acima e você entenderá melhor.


Agora entra outro questionamento, no mínimo interessante. “Existiu o ano 0 (zero) como está demonstrado no centro dessa reta numérica acima?”
Por incrível que pareça, não existiu o ano 0 (zero). E para termos a certeza disso só precisamos estudar, minuciosamente, a profecia referente às setentas semanas de Daniel capítulo 9. Então, vamos lá. Vejamos o que diz a senhora White sobre esta profecia:

 “Desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas” (Dan. 9:25) - a saber, sessenta e nove semanas ou 483 anos. O decreto de Artaxerxes entrou em vigor no outono de 457 antes de Cristo. A partir desta data, 483 anos estendem-se até o outono do ano 27 de nossa era. Naquele tempo esta profecia se cumpriu. A palavra “Messias” significa o “Ungido”. No outono do ano 27 de nossa era, Cristo foi batizado por João, e recebeu a unção do Espírito. O apóstolo Pedro testifica que “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude”. Atos 10:38. E o próprio Salvador declarou: “O Espírito do Senhor é sobre Mim, pois que Me ungiu para evangelizar os pobres.” Luc. 4:18. Depois de Seu batismo Ele foi para a Galileia, “pregando o evangelho do reino de Deus e dizendo: O tempo está cumprido”. Mar. 1:14 e 15. [...]
“E Ele firmará um concerto com muitos por uma semana.” Dan. 9:27. A “semana”, a que há referência aqui, é a última das setenta, são os últimos sete anos do período concedido especialmente aos judeus. Durante este tempo, que se estende do ano 27 ao ano 34 de nossa era, Cristo, a princípio em pessoa e depois pelos Seus discípulos, dirigiu o convite do evangelho especialmente aos judeus. Ao saírem os apóstolos com as boas novas do reino, a recomendação do Salvador era: “Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidades de samaritanos; mas ide, às ovelhas perdidas da casa de Israel.” Mat. 10:5 e 6.
“Na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares.” Dan. 9:27. No ano 31 de nossa era, três anos e meio depois de Seu batismo, nosso Senhor foi crucificado. Com o grande sacrifício oferecido sobre o Calvário, terminou aquele sistema cerimonial de ofertas, que durante quatro mil anos haviam apontado para o Cordeiro de Deus. O tipo alcançou o antítipo, e todos os sacrifícios e ofertas daquele sistema cerimonial deveriam cessar.” (WHITE, Ellen G.; Cristo em Seu Santuário, págs.55-56).

A senhora White deixa muito claro, neste trecho lido, que do ano do decreto para restaurar Jerusalém (457 a.C.) até o ano do batismo de Jesus (27 d.C.) passariam 483 anos. E ela ainda confirma que Cristo foi batizado, realmente, no ano 27 d.C.
Veja esta profecia de forma mais didática através da ilustração abaixo.




Veja a última parte desta ilustração mais aproximada.


Pode-se, então, afirma de forma categórica: Não existiu o ano 0 (zero)! Quando terminou o ano 1 a.C. já começou o ano 1 d.C. Note que do ano do decreto (457 a.C.) até o ano 1 d.C. passaram-se 457 anos, e deste (1 d.C.) até o ano do batismo de Jesus (27 d.C.) se passaram mais 26 anos (porque 27 d.C. - 1 d.C. = 26 anos). Somando, então, os 457 anos + 26 anos = 483 anos (equivalentes às 69 semanas da profecia). Se fosse acrescentado o ano 0 (zero) Cristo deveria ser batizado no ano 26 d.C., coisa esta que não ocorreu (nesta data), isso se considerar 483 anos (do decreto ao batismo); ou ainda, se considerasse que Cristo foi batizado no ano 27 d.C. (como o foi), mas permanecendo o ano 0 (zero), as 69 semanas ficariam erradas, pois daria 484 anos. Isso prova, de uma vez por todas, que o ano 0 (zero) é inexistente na história.

Esta profecia das setenta semanas é apenas uma parte de outra profecia muito maior - a profecia das duas mil e trezentas tardes e manhãs (dias) de Daniel 8:14 - que você verá agora:


Que Deus te abençoe!

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